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A verdade sobre o Bolsa Família

A verdade sobre o Bolsa Família; início foi no governo Fernando Henrique

Publicado em 17 de Agosto de 2014 03h00



O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, implantou 12 programas de ação social, formando a primeira rede de proteção social do país. No governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cinco desses programas foram unificados para criação do Bolsa Família, com apoio maciço dos partidos no Congresso Nacional. Os programas unificados foram o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio-Gás, Agente Jovem e Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Quem deu a ideia da unificação foi um governador do PSDB – Marconi Perillo, de Goiás.


O próprio ex-presidente Lula já reconheceu isso. Leia abaixo dois trechos do discurso dele no lançamento do Bolsa Família, em 20 de outubro de 2003.


"O Bolsa Família é uma grande evolução dos programas sociais no Brasil. Nós fizemos convergir vários programas de apoio individual – Bolsa Escola, Vale Gás, Bolsa Alimentação e o Cartão Alimentação – para um só programa que se dirige a todo o núcleo familiar."


"Quero também lembrar aqui o governador Marconi Perillo, que, faça-se justiça, além de ser o governador do Estado que mais tem política de renda, foi o companheiro que, na primeira reunião de governadores que tivemos, sugeriu a ideia da unificação das políticas de assistência social neste país."


Uma demonstração de que os petistas se consideram donos do Bolsa Família está no fato de eles rejeitarem qualquer aperfeiçoamento no programa, como as que foram formuladas pelo senador Aécio Neves, em 2013. Aécio apresentou dois projetos de lei no Senado.


O primeiro visa fortalecer ainda mais o Bolsa Família e torná-lo um programa de Estado e menos vulnerável à manipulação política. Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 11 de dezembro de 2013.


O outro projeto de Aécio estende o pagamento por mais seis meses para os beneficiários que conseguirem emprego de carteira assinada. Mesmo tendo o PT contra, este projeto foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, por 10 votos a 9, em 28 de maio de 2014.