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Imobilidade urbana é a marca do governo Dilma

Imobilidade urbana é a marca do governo Dilma

Publicado em 1 de Setembro de 2014 14h44



A candidata Dilma Rousseff costuma dizer que realizou grandes investimentos na área de mobilidade urbana. No debate de ontem (1º/9), promovido por SBT, Folha, UOL e Jovem Pan, Aécio Neves ironizou as afirmações de Dilma ao dizer que daria um prêmio a quem andasse em um palmo de metrô construído em Belo Horizonte pelo PT nos últimos 12 anos.


Os fatos demonstram que o atual governo não realizou as obras que prometeu. A começar pelo metrô de Belo Horizonte.


Em seus três primeiros anos de governo, a presidente Dilma não entregou nada do prometido para o projeto de elaboração das linhas 2 e 3 do metrô na capital mineira. Já a modernização do trecho Eldorado-Vilarinho do sistema de trens urbanos recebeu R$ 3,3 milhões dos R$ 215 milhões previstos, o equivalente a 1,5%. 


De 229 projetos com apoio financeiro da União, apenas 47 – em 14 municípios – tinham alguma obra em andamento em fevereiro deste ano. Concluídos de fato estavam somente seis projetos. Ou 2,6% do total.


O investimento previsto em janeiro de 2010 para 56 obras de mobilidade prometidas pelo governo federal para a Copa do Mundo despencou quase à metade: foi de R$ 15,4 bilhões para R$ 8 bilhões. O número de intervenções também caiu: das 56, sobraram 41. E somente cinco delas estavam prontas em fevereiro de 2014, quatro meses antes do Mundial.


Poucas obras são tão emblemáticas da inoperância, do desperdício e da incompetência do PT quanto a do trem-bala, outra promessa de Dilma para a Copa do Mundo. O governo prevê gastar R$ 50 bilhões nesse projeto, segundo previsões extraoficiais. A quantia seria suficiente para construir 100 km de metrô nas metrópoles brasileiras. Mesmo que não saia do papel – como aparentemente não sairá – a obra do trem-bala já custará aos cofres públicos pelo menos R$ 1 bilhão.